Esses dias bebi com camaradas que narraram vários comerciais portugueses de ativismo social e coisa parecida (não aqueles vídeos institucionais que no final perguntam "e você?"). Eram massa, e lastimamos não ter essa publicidade feita por gente nossa. Por outro lado,
isso realmente aconteceu numa agência de publicidade, nossa.
Publicitário de esquerda: Esse menino que você chamou de negrinho no job*: “Vamos liberar o anúncio do negrinho” é meu sobrinho, cara.
Atendimento: Tudo bem, eu não escrevi com nenhuma intenção...
Publicitário de esquerda: Racista!**
Atendimento: Não é. Do mesmo jeito que eu escrevo “a foto do japinha” e nunca ninguém reclamou.
Publicitário de esquerda: É bom mesmo ficar ligado, que você também tem o pé na senzala.
* Job = PIT (pedido interno de trabalho). Faz sentido, se notarmos que o livro de Jó é um livro de reclamações.
** Racismo = crianças negras quase só aparecem em anúncios vinculados a alguma “responsabilidade social”. A mesma editora põe crianças negras pra vender livros de escola pública (lucro disfarçado de cordeiro) e brancas nos anúncios para escola particular. Depois, quando se publicam depoimentos que mostram que as iniciativas deram certo, os entrevistados, reais, todos brancos.
1 comentários:
não um asterisco em "publicitário de esquerda"? Ha!
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