sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ouvido no supermercado

já analisei isso. você olha lá pra cima*, tá todo mundo de amarelo. lá embaixo, nas sacadas, todo mundo de branco. não muda nunca. todo ano. amarelo nada, o negócio é usar branco.

cima/baixo = morro/asfalto

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A caixa-alta e seu automático efeito Institucionalizador.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

meu sobrenome na terceira série

Achei tão bonito o comentário no teu blog: “Sabrina, os diamantes não são para comer”, disse minha amiga A, que tem apenas 26 anos.
Almoço de Natal. S entra no modo Tia e ensina a pequena G a cantar “papai Noel um velho batuta”. Pouco tempo depois, no carro, S resmunga a canção. N, seu pai, 75 anos, dispara:
– O quê?
– Tava cantando.
– Ah, a gente tá ficando surdo,
N prossegue resmungando:
– não escuta direito, às vezes pode até se ofender.

a escola da vida e sua palmatória

Minha amiga de olhos azuis entrou no couch surfing e pegou uns 4.
Eu entrei
num site de relacionamento
e ciceroneei um gringo pela cidade.


orlandaaaa,
orlandaaaa...
eternamiente,

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

phdcomics


ainda no tema do copo.


pra não perder o hábito

Antes de tudo, não sei se existe algo universalmente verdadeiro sobre todos os humanos. Eu me preocupo com as normas que governam a questão de quem será considerado humano e quem não, mas não acho que exista um humano fora das normas. Penso que algo acontece quando as normas se rompem, ou quando se resiste às normas, ou quando as normas produzem um campo de assim chamados seres humanos fora das normas. E isso é interessante para mim porque há um modo pelo qual a categoria do humano ao mesmo tempo permite o reconhecimento de certos humanos e produz uma impossibilidade para outros. E a esses outros nós chamamos de humanos? De que os chamamos? É uma questão em aberto. Então penso que o humano sempre produz o espectro da mente e é para isso que estou olhando. Não acho que exista uma forma humana singular, não acho que exista uma capacidade humana singular, mas o que eu acho sim, provavelmente na base do meu trabalho há essa suposição, é que os seres humanos, se as condições sociais forem solidárias - e esse é um requisito importante -, se as condições sociais forem solidárias, os seres humanos, como os outros animais, buscam persistir em seu próprio ser. Essa é uma formulação de Spinoza, na Ética. E isso é interessante na medida em que em Spinoza e em Deleuze o indivíduo persiste em seu próprio ser apenas em relação aos outros, e apenas na medida em que as relações com os outros permitem uma grande afetividade ou uma maior expressividade desse desejo de viver. E é por isso que as condições sociais precisam ser propiciadoras. Não é uma capacidade interna, é uma capacidade que vem a ser vivida e exercida nas relações sociais. Então para mim não é uma parte monádica da minha existência, é algo que só se torna possível no contexto de um conjunto de relações. Não posso persistir em meu próprio ser sem ser parte de um mundo social que torna isso possível e em relação com outros, que, em certo sentido, precisam solicitar ou apoiar meu desejo de viver.

guardei essa pra uma entrevista de emprego, mas nunca me perguntaram

"Se você encheu o copo, ele está metade cheio. Agora, se estava cheio e você derramou a metade, está metade vazio".

Do livro Encher e beber do copo: como fazer sucesso e curtir o processo, da dra. Sabrina Lopes.



(e a questão número 2 é: como continuar fazendo piadas com autoajuda? porque ela continua vendendo como água).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

agora eu entendi

o que eles chamam de recorte nas ciências sociais na verdade é sinédoque.