quarta-feira, 28 de julho de 2010

uma pergunta e uma resposta

A Giovana me deixou colar no blog para que assim mais pessoas também possam responder e participar, além de ler alguma coisa da autora desaparecida. Posto com mais de uma semana de atraso por falta de internet etc e gambi. Amanhã cai a pergunta dessa segunda, só para dar um tempo de respirar, e a partir de então serei mais pontual. =)

O Projeto alteridade desenvolvido por Giovana de Salles e Luciane Figueiredo é composto por uma série de ações para desenvolver o processo de alteridade em suas trajetórias .

Nesta ação chamada Ação Digital estamos coletando conteúdos pessoais e procuramos pessoas que possam disponibilizar suas experiências e visões.

Investigando o que nos é autêntico e original, fica curioso saber o que é também autêntico e original para o outro. As identificações e diferenciações com outros padrões nos propõem o fluxo e a ventilação em nossa pesquisa.

Nossos momentos:
Giovana fala: momento de delimitação, conectar minha verdade como artista com os interesses e desejos do outro.

Luciane fala: momento de desintoxicação, para me desprender daquilo que não me serve mais.

OBS: O material trocado gentilmente na Ação Digital poderá ser cedido ou não para a continuidade deste projeto, onde poderá ser manipulado em possíveis criações dramatúrgicas. Mas quando isto acontecer, estaremos consultando a fonte para a aprovação e ressaltando os devidos créditos.
Caso queira contribuir, cedendo seus relatos para manipulação em possíveis criações dramatúrgicas, não se esqueça de nos responder se você gostaria ou não de participar.
SIM
NÃO

A Ação Digital acontecerá em cinco etapas, onde vocês receberão e-mails nossos com instruções investigativas nas seguintes datas:
19/07 segunda-feira ( hoje)
26/07 segunda-feira
02/08 segunda-feira
09/08 segunda-feira
16/08 segunda-feira

Primeira Instrução Investigativa:
1. Percebendo código como um sistema de linguagem interpessoal, nos fale sobre seus códigos e como você os utiliza em seu cotidiano e relações?

Estaremos enviando os próximos 4 e-mails pelo endereço do projeto:
configuracaoxx@gmail.com
Projeto Alteridade


A pergunta, que levei para casa sem anotar, se misturou com uma série de outras que zuniam na minha cabeça. Uma das mais recorrentes é a dos sentidos privilegiados, a visão e a audição e, dizem, o sexto. Não tem o macaquinho que tapa o nariz. Tem o macaquinho que não vê, o que não ouve e o que não fala (eu sei que ele não fala, e não não come, porque vem acompanhado de uma historinha). É produzido, e como, mais sentido a partir desses sentidos do que do tato, paladar e olfato?

A leitura é uma experiência que tenho vivido dos olhos para os ouvidos, mas há quem leia dos dedos para os ouvidos, e ainda quem leia dos olhos para os olhos. Há outras experiências que, como se sabe, podem ser dos dedos para os dedos. A questão pertinente é: com que códigos? Quando eu abraço feliz uma pessoa N, isso diz respeito apenas àquele abraço? O abraço é quentinho não apenas por causa do calor do corpo, mas também porque N me olhou com lasers. O abraço é confortável não apenas por causa do encaixe entre massas e volumes, mas também
porque N me fez sentir querida pelos exatos motivos porque o resto do mundo me dá um joelhaço.

Será então o abraço logocêntrico?

O logocentrismo sempre passa por olhos e ouvidos?

Normalmente me divirto com o uso que ouço por aí de expressões como racionalismo ou ranço cartesiano. Passa para mim, digo. Essa é a parte que me cabe. Mas, que puxa, no abraço?

Enquanto tento encostar todas as células da minha pele nas da pele de outra pessoa, o que significa bastante coisa, tenho me servido do silêncio. Por ser uma pessoa tão verbal quanto Jeová, a tentação de criar mundos a partir de palavras é constante. Então fico quieta.
Então o abraço é bom e quentinho, e não preciso dizer: abraçar você é tão bom e quentinho. Mas isso não nos liberta dos códigos. O silêncio também é um código, e o mais grave, um código que diz respeito aos ouvidos.

domingo, 25 de julho de 2010

tem uns links novos aqui do lado, que tirei deste artigo.

gambiarra, curitiba, dias 26 a 30

ainda sobre a raposa serra do sol e o relato de um doutorando

recebi de novo, e de uma pessoa inteligente, aquele e-mail sobre roraima e vamos antecipar a guerra contra os americanos como justificativa para o genocídio indígena, então,
ouçam o que dizem os macuxi contra e a favor da terra contínua e descubram quem fala pela floresta e quem fala pelo monocultivo do arroz. monocultura e latifúndio são interesses nacionais? não eram a materialidade e o sentido da colonização?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

pça. é peça na praça

desculpem.

O BLOGUE DA GAMBIARRA, ELENCO DE OURO, ESTÁ NO AR.
ESTREAMOS SEGUNDA, RUI BARBOSA. TERÇA, GUADALUPE. QUARTA, PRAÇA 19. QUINTA, GUADALUPE. SEXTA, LARGO DA ORDEM. DAÍ ACABA. SEMPRE ÀS 14 E 17 HORAS.


inverno

o foda de trepar é que você tem que tomar banho.

domingo, 18 de julho de 2010

por que não tocam essa na balada?

perguntou sabrina, a coroa.



não podemos ficar indiferentes ao que vemos.

e tem esse pra começar no 1:23.

sábado, 10 de julho de 2010

sábado, 3 de julho de 2010

queridos e queridas vizinhos e vizinhas

enfiem suas cornetas no rabo.

aceito a oferta do google

adoro dentes de leão, mas eles não se parecem com o que coloco neste blog. deve ser porque há muito tempo não tenho um quintal. deve ser porque agora, quando escrevo dentes de leão, penso em hífens. e quando escrevo hífens, penso em hifenes.

mas esse verdinho não tem nas alterações autônomas que o blogger me oferece, só posso usá-lo de fundo se pegar um modelo.

poluição: de agora em diante, todos os meus posts devem terminar com um mas.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

gambiarra

– Surrealismo.
– Isso é filé. Deve ter custado uns 18 reais!

– Ela vai comer isso. Ah, não, eu não quero ver!

Performer pinta no calçadão um grande bife com tinta vermelha. Outra roda.

– Claro que não é macumba. Por que ela ia fazer macumba logo aqui?
– Mas então...

Ela pega um pincel e começa a escrever num dos papéis que apoiavam a carne.

– Ah, ela está fazendo uma crítica pra quem come carne.
[furiosa] Ah, Luis, quê. Para de ficar pagando de inteligente!

Tempo necessário para Luis se recuperar.

– Mas. Ela tem um perfil de quem não come carne.

zaius, 1997



vi aqui.

um update: não existe insônia que justifique o erro de português retirado daqui para sempre.

daí quem não acompanha o blog pensa: que puxa que perdi esse erro de português.

pois.