quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

incompreendido

prepare tudo que é seu
veja se nada você esqueceu
porque amanhã vamos pra rua fazer
fazer uma tremenda anarquia
pintar as ruas de alegria
porque
quem manda hoje somos nós mais ninguém
e não ligamos pra quem vai nem quem vem
atrapalhar
a quem nos queira atrapalhar

(ronnie von, príncipe da jovem guarda e mãe de gravata)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009


– Além de baixinha, é bêbada.
– Pequena e alcoólica.


– Eu diria que você sabe se colocar em bons termos consigo mesma.

em tempo

Nota pública
Nós da Rede Religiosa de Matriz Africana do Subúrbio (RREMAS[1]), vimos a público manifestar nossa indignação diante de mais uma brutalidade que a ignorância popular atribui a nós como prática religiosa. Mais ainda, nos indignamos com o fato em sí que vitimou um ser pequenino no tamanho, mas grande em sua essência , inocente e por tudo isso sagrado para nós: uma criança (que até o nome esqueceram e que está sendo chamado “menino das agulhas”); vítimada pela insanidade de pessoas visivelmente descompensadas.
Tão pasmos como toda população, temos acompanhado as reportagens esperando para ele um desfecho positivo e que os meios de comunicação acorram às nossas lideranças religiosas para alguma declaração, como é de praxe se fazer, em circunstâncias como esta , quando um importante segmento da sociedade é citado ou responsabilizado.
Vimos a fala do médium Divaldo Franco, por quem devotamos respeito; contudo, não pode ser considerada como bastante a ponto de não se buscar ouvir outros segmentos espiritualistas, principalmente, o citado pelo reu-confesso.
Preocupados com o crescimento da calúnia, estamos nos antecipando, para que não cresça sobre nós a intolerância religiosa ou pior, o ódio religioso, já tão fortemente disceminado por determinados setores neopentecostais, através de suas tão públicas e “notórias” atividades mercadológicas.
Portanto, declaramos que nunca houve e não há em nenhuma das nações religiosas, de culto a ancestralidade africana e brasileira, as quais chamamos de “religiões de matriz africana”, ritual, de qualquer objetivo, envolvendo sacrifício de vida humana, seja qual for a faixa etária, muito menos haveria da infantil, que é por nós tão respeitada.
Vale ressaltar, que não há em nenhum dos sacrifícios rituais que realizamos com animais, requintes de crueldade. As famílias brasileiras consomem todos os dias, toneladas e mais toneladas de carne animal sem questionar quais os métodos adotados para abatê-los e, podemos garantir que não são nada generosos, boa parte deles são extremamente cruéis. A dispeito do que tratamos aqui, consideramos uma ressalva importante, pois que completa a informação e se antecipa as argumentações, hipócritas e amoral em sua maioria , de que sacrificamos animais.
Ainda vale outra ressalva, para o fato de que mesmo se uma das acusadas fosse Iyálòrixá (“Mãe de Santo”), não se poderia condenar o candomblé; pois que quando um médico erra, não se condena toda a médicina. Assim como o erro de líderes religiosos, não se atribue às suas matrizes religiosas.
Não há histórico nem lugar para esta monstruosidade que insistem em dar visibilidade no discurso ignorante e não inocente (porque busca se eximir da responsabilidade) , do crimonoso, de que uma das acusadas usava “os caboclos e orixás”, para sua prática assassina e doentia. Os caboclos, orixas, voduns e inquices, de certo vão cobrar dele e de quem mais afirmar tal barbaridade. Eles são seres de luz e na luz, responsáveis pelo equilíbrio da terra, das pessoas e de suas relações.
Por fim, conclamamos a todas as organizações dos “povos de santo” a quem preferimos chamar de “povos de terreiro”, da Bahia e de todo o País, a se manifestarem, para que mais esta injustiça _ que aliás, já desponta em outros estados, a exemplo do Maranhão, como “magia negra” e, aí automaticamente afirmam autoria a nós _ não se atribua a nossa tão bonita religião. Embora, diga-se de passagem, nada tem haver o termo “magia negra” com o conhecimento da magia africana, passada de geração em geração há milhares de anos, que manipula os elementos da natureza para nos equilibrar diante dela e nos religar a ancestralidade, lembrando que a humanidade surgiu na África. Vale destacar, que magia negra é coisa de séculos remotos da Europa.
Axé.
[1]Comissão Organizadora: Ilê Axé Torrundê / Ilê Axé Odetolá / Ilê Axé Oyá Deji / Ilê Axé Omin Ala / Ilê Axé Gedemerê / Terreiro Gêge Dahomé / Ilê Axé Iyá Tomin / Ilê Axé Ogodogê / Ilê Axé Logemin – contatos: 9966-6506 / 3394-8184,Guilherme de Xangô - Bàbálòrixá; 9908-5566 / 3408-1455 Valdo Lumumba-Ogan; 8716-5833 Edvaldo Pena - Huntó; 3521-1423 Dari Mota – Bàbálòrixá; 3394-8175, Wilson Santos - Bàbálòrixá.


Saudações Quilombolas
e Paz na Terra: nossa casa!
SEJAMOS CIDADÃS E CIDADÃOS ATIVOS,
TOME UMA ATITUDE.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009


Há ideias e coisas e pessoas demais, direções demais para ir. Eu estava começando a acreditar que a razão por que conta tanto se importar apaixonadamente com alguma coisa é que isso reduz o mundo para um tamanho mais administrável.

Susan Orlean


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

missões secretas

A Gabizinha vive pedindo pra eu dar missões secretas pra ela.
Normalmente descamba pra "terrorismo poético".
Hoje eu pediria pra ela desligar a televisão na tomada, atrás da gigantesca estante, de modo que meus pais tivessem preguiça de empurrá-la. Só que sem ninguém perceber, como uma boa espiã.

Desejo que atualizem seus blogs pra me entreter, já que eu ainda trabalho semana que vem. E reinicio a campanha pelo blog do Maikon Kempinski, alguém que compartilha comigo o verdadeiro significado do Ximbalaiê e do Sei lá, além de ser provavelmente a única pessoa que vai ler isto na próxima semana. =)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

feliz 2009!

– Ei, a gente é velho, tá em público. Olha só. Tira a. Mão da. Minha. Bunda.
– Mas eu te amo!
– Diga o meu nome.
– Que coisa mais... burguesa!
– Diga o meu nome.
– Você não conhece o verdadeiro significado do amor!
– Eu vou te dar mais uma chance. Meu nome é:


– A egocêntrica Sabrina Lopes me obrigou a decorar seu nome.
– Mas a Sabrina pega homem?


– Daí, Sabrina. O que foi aquilo ontem?
– Comédia, o único jeito sensato de reclamar.


A SABRINA deseja a todas um 2010 mais quentinho e com menos pontuação.



(droga, ela esqueceu de novo de mencionar dinheiro)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

adaptação ii

Antes de mais nada, dividir com vocês o que sei melhor que o dicionário. Em uma rubrica, beat significa pausa curta motivada por hesitação ou dúvida.

KAUFMAN: Eles vão encontrar a gente.
DONALD: Acho que não.
KAUFMAN: Eu não quero morrer, Donald. Eu desperdicei minha vida. Meu, eu desperdicei.
DONALD: Isso não aconteceu. E você não vai morrer.
KAUFMAN: Eu desperdicei minha vida. Eu te admiro, viu, Donald? Eu gastei minha vida paralisado com o que as pessoas iam pensar de mim, e você – você é indiferente.
DONALD: Eu não sou indiferente.
KAUFMAN: Não, você não entendeu. Eu falei como um elogio. Sério.
(hesita)
Teve aquela vez no colégio. Eu tava olhando vocês da janela da biblioteca. Você tava falando com a Sarah Marsh.
DONALD: Meu Deus. Eu era tão apaixonado por ela.
KAUFMAN: Eu sei. E você tava flertando com ela. E ela era mesmo um doce contigo.
DONALD: Eu lembro disso.
KAUFMAN: Então, quando você saiu, ela começou a tirar sarro de você junto com a Kim Canetti. Foi como se elas estivessem rindo de mim. Você nem imaginava isso. Você parecia tão feliz.
DONALD: Eu sabia. Eu ouvi as duas.
KAUFMAN: Então como que você parecia tão feliz?
DONALD: Eu amava a Sarah, Charles. Isso era meu, aquele amor. Eu possuía. Nem a Sarah tinha o direito de me tomar isso. Eu posso amar quem eu quiser.
KAUFMAN: Ela achava você patético.
DONALD: Isso era problema dela, não meu. Você é aquilo que ama, não aquilo que te ama. Foi isso que decidi muito tempo atrás.

Kaufman e Donald ficam sentados por um bom tempo em silêncio. Kaufman começa a chorar suavemente.
DONALD: O que foi?
KAUFMAN: Obrigado.
DONALD: De quê?


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

caro encenador radical,

Redondamente óbvio, como diz Gabizinha, o fundamental no teatro é o público, como você diz. Isso é uma coisa que não posso ser o tempo todo. Eu só posso participar do teatro com o que sou, uma pessoa que ouve mas também orquestra fonemas. Foi através deles que eu entrei no teatro.

Eu acredito na palavra como possibilidade artística de remundo, não só como lugar do poder.

Quando ninguém mais percebia o horror da madre superiora humilhar o porteiro, eu pertencia aos livros. Quando adiava mais uma vez o plano de fugir de casa para o dia seguinte, ainda existiam histórias para a minha tarde. Ler fez me falar tão bem e entender tão prontamente que me tornei a melhor atriz do colégio. Quando meu primo tentou me estuprar e eu tinha certeza de que meus pais iam dizer que a culpa era minha, e eu tinha certeza de que o delegado de Marmeleiro diria que fui eu que entrei no carro dele, eu soube contar o que tinha acontecido tão bem pra minha irmã que pude fazer alguém viver isso comigo. Quando anos depois, na faculdade, meus pais disseram o que eu tinha adivinhado, tinha meus próprios textos para enfrentar e o plano de trabalhar tanto até me diluir no mundo. Quando de alguma forma permiti que minha fala se tornasse enrolada e minha voz sufocada, continuei elaborando gestos para ouvir. Perdi e reencontrei teatro.

Sim escrever é uma forma de trabalhar coletivamente com as atrizes. Meu teatro não pode ser “tudo, menos dramaturgia”.

Que limites a anticaretice impõe? Sei que quando você me viu lendo Mimesis, quase desistiu de conversa. Quero que você pense num erudito homem branco europeu, durante a Segunda Guerra Mundial, sem sua biblioteca, analisando livros que sabe de memória. Fazendo uma arqueologia de si, vivo num mundo que não ia mais existir.

Sou grata por ter nascido a tempo de enterrar a história universal, mas tem muito para mim nas últimas palavras do Realismo – do projeto de conhecer as “forças da história” que podiam ser transformadas pelo “homem”.

Daí eu escolho como dar novos textos ou, se quiser, os mesmos. Tomai e comei, este é o meu teatro que será derramado por vós e por todxs.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

está acabando

2009. a maldição do ximbalaiê.

adaptação

69. EXT. CAMPO – DIA
Acompanhamos um inseto enquanto ele zumbe em frente.

LAROCHE (voice-over – só sei chamar de off ou narração)
Há orquídeas que se parecem exatamente com um inseto em particular.

O inseto encontra uma orquídea com que se parece. Ele pousa na flor e começa a mover rapidamente o abdome.

LAROCHE (voice-over. Continua)
Então ele é atraído pela flor, como um amante. Pense nisso. O inseto não tem escolha a não ser fazer amor com aquela orquídea. A flor insiste. E essa atração, essa paixão, é muito maior que qualquer um dos dois. Nenhum entende o significado dessa interação. Mas por causa dela, o mundo vive.
O inseto, coberto de pólen, o carrega, se apaixona por outra flor e a poliniza. Como essa relação se desenvolve? Essa conexão extraordinária? Podemos combater isso? Deveríamos?

O inseto, coberto de pólen, voa embora. Ele se mistura com milhares de insetos que fazem a mesma coisa: voar, zumbir ao redor de flores.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


– Você está bem?
– Não sei quando isso vai acontecer.
– Por que chora?
– Choro porque posso ser ruim.
– O que olha?
– Olho com os olhos do cu.
– Você peidou.
– Estou ficando igual à minha mãe.
– Amanhã é um dia importante.
– Não sei quando isso vai acontecer.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


– caras de touca são potencialmente bandidos. boné e touca é duplamente suspeito. andar de capacete já é dar voz de assalto. caras de mochila não são assaltantes, não andariam com algo que torne fácil identificar ou pegar...
– por isso, quando alguém rouba uma mochila, ele deixa automaticamente de ser um ladrão.

heróis do xix

[Diálogo em que o casal de namorados combina a roupa com que irá à orgia.]

[Longa descrição das pinturas e da decoração da casa. Depreende-se que o Renascimento Oriental teve sua grande dose de futilidade.]

[Enumeração de prazeres masculinos.]

[Descrição detalhada do maravilhoso jantar.]

[Lista de homens, travestis, suas linhagens e profissões.]

[Anedota sobre a tolice das mulheres, que se contentam com a jura de que são “a” única (recorrente).]

[Proezas anais.]

"– Não, é melhor você não fazer isso – disse o Dr. Carlos, que rastejava ao meu lado.
– Por quê, o que há ali para se temer?
– É um crime contra a natureza – disse o médico, sorrindo.
– Na verdade, seria pior que sodomia, seria frascaria – disse Briancourt.

Como única resposta, o sipaio lançou-se com o rosto voltado para cima na borda do sofá, com sua bunda erguida para nós. (...) "

[O trabalho de lubrificação é apropriadamente feito por um maître de langues.]

"Outra pessoa havia tomado a garrafa e lambuzado-a com a gordura do pâté de foie gras, e depois começou a enfiá-la. Inicialmente, ela não parecia capaz de entrar, mas com o sipaio esticando as bordas com seus dedos, e o operador virando e manipulando a garrafa e pressionando-a lenta e constantemente, ela finalmente começou a deslizar para dentro.

– Ai, ai! – disse o sipaio, mordendo os lábios. – Está apertado, mas até que enfim ela está dentro.
– Estou machucando você?
– Doeu um pouco, mas agora já passou. – E ele começou a gemer de prazer.

Todas as pregas e protuberâncias haviam desaparecido e a carne das bordas agora apertava fortemente a garrafa. (...)

A mão do manipulador estava convulsa. Ele deu um forte safanão na garrafa.

Estávamos todos sem fôlego de excitação, ao ver a intensidade do prazer que o sipaio sentia, quando de repente, em meio ao perfeito silêncio que se seguia a cada um dos gemidos do soldado, um leve som trincante se ouviu (...). "

[Enunciação de um salve-se quem puder.]

[Curta descrição de procedimento cirúrgico.]

[Curta narração de um suicídio por honra.]

Oscar Wilde [atribuído a ele e a seu círculo de amigos]. Teleny, ou o reverso da medalha. Tradução de Francisco Innocêncio. São Paulo: Hedra, 2008.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

“Agora estou com medo. Porque vou te dizer uma coisa. Espere que passe o medo./ Passou. É o seguinte: a dissonância me é harmoniosa”

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

achei numa mensagem velha

o dia começa cedo
a alegria vem no meio
é quando lembro de ver
se há algo no hotimeio

é quando encontro o marco
rapaz teimoso, que feio!
e me pergunto por que
não me escreve no gimeio?

o mundo está tão difícil
que às vezes nem eu mais creio
o amor é macio e tanto
quando ele me escreve imeio

amanhã




quarta-feira, 2 de dezembro de 2009


– Mas por que você quer traduzir um poema que já foi traduzido?

Professores fazem cada pergunta. E eu tinha lido quatro versões da Tarefa do Tradutor.

a morte de neide mota

Ano passado, sua clínica de planejamento familiar foi estourada em Campo Grande/MS. Dez mil mulheres ameaçadas de processo judicial, com os nomes expostos na internet. A ameaça de uma pena maior para as que não confessassem levou algumas a assumir o crime de aborto. Foram punidas com trabalho voluntário cuidando de recém-nascidos. Uma mulher foi obrigada a levar o filho à delegacia para provar que não havia abortado: ela fez o pré-natal com a médica. O MS não tem atendimento legal para os casos de interrupção da gravidez previstos no Código Civil (estupro e risco de morte da mãe).

Não é um detalhe: a polícia não tem o direito de recolher todos os prontuários de uma clínica. Tem que ter um mandato judicial para cada paciente. Recolher e expor os documentos é violação de privacidade.


No CCR:

(...)

O caso de Neide Mota e de sua clínica de planejamento familiar faz pensar. Neide, entre o Estado e o mercado, chegou a ser procurada para servir como referência e parceria para a realização de abortos legais pelo SUS, o que a tiraria da clandestinidade e, de outro lado, estar envolvida e denunciar o desrespeito aos direitos humanos cometidos naquela cidade. A invasão de sua clínica suscitou perguntas que até o momento não estão totalmente respondidas: por que a visita sorrateira da Rede Globo àquela clínica naquele momento? Como foi possível tanta rapidez entre o programa televisivo e a demanda de ação por parte do deputado Bassuma em acionar o Ministério Público para denunciá-la?? Por que tamanha exposição do processo que envolvia tantas mulheres, significando uma moderna degola de mulheres em praça pública? Como justificar a falta de disposição dos Conselhos Éticos de Medicina em mostrar irregularidades do poder judiciário ao não preservar a confidencialidade dos prontuários médicos recolhidos na clínica pela Polícia? Como esquecer que o poder Judiciário deixou durante algum tempo estes processos ao sabor do vento, sendo manuseados livremente, tendo fichas eliminadas? Como esquecer que algumas mulheres foram “escolhidas” para servirem como “bois de piranha” e assim deixarem o campo livre para a construção do plano maior de aniquilamento da imagem pública de Neide Mota? Como justificar o recuo da Justiça e do Direito neste universo que criminaliza e mata mulheres?


Tudo indicava desde aquele momento que o que se desejava era uma ação exemplar. E foi assim, do começo ao fim. A morte de Neide Mota, capítulo final de outra novela da vida, vai ao ar praticamente ao mesmo tempo em que a rede Globo circula um novo sermão eletrônico, ou seja, capítulos de sua novela das 8 que incentivam a culpabilização de todas/os as/os telespectadores que chegarem a pensar no aborto como um direito.

(...)