sexta-feira, 26 de junho de 2009


– Você não se empolga de maneira arriscada? O cara já fez alguma coisa romântica?
– Ele me deu um apelido.
– Qual?
– Ele me apelidou de Almoço.
– ...
– Almoço porque ele gosta de me morder e talz.
– ...
– Você viu que o Michael Jackson morreu?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

porque eu falei pra você não mentir pra mim

O megafone é irresistível. Fotos de Ale Haro.
(Sabrinão Lopes descabelada no show do Leo Fressato).


quarta-feira, 24 de junho de 2009

o brasil é loki

Não tem nada da Clarisse Leite (Dias Baptista) no youtube.


amanhã

Palestra sobre Max Weber com o professor de Sociologia mais incrível do mundo, Dr. Dimas Floriani, na praça Generoso Marques, prédio do SESC novo, antigo Museu Paranaense, não cabe na minha história o nome que eles deram. Às 19 horas, de grátis.

ontem

Vá ao teatro mas não me convide. Ir ao teatro com você deve ser chato pra caralho (para umas 20 pessoas que estavam no Realejo).

comentários

babacas que não assinam
não passarão!

terça-feira, 23 de junho de 2009

hoje



E logo depois, às 21h30, pocket show com LEO FRESSATO acompanhado de imperdíveis leituras com CILIANE VENDRUSCULO E FÁBIA REGINA. Cincão, no Realejo, perto da Baixada, na Coronel Dulcídio 1860, esq. com Petit Carneiro, tel. 3311 1156.


Uma mulher precisa comer tanto quanto um homem se quiser estar forte para enfrentar os estupradores, os assassinos, os namorados violentos, os soldados, os bandidos, os padres e pastores, os pintores, os publicitários.


Arte-finalista: Alguém mexeu nesse transnacional aqui?
Revisora: Tudo junto.
Arte-finalista: O quê?
Revisora: Alguém falou comigo?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

um verbete

Ao telefone.
S: Não é uma ideia muito original.
E: Eu prefiro Antarctica normal, mas já que você insiste eu te pago uma Original lá no Kitinet.
S: Kitinet?
E: É, pode ser outro, mas eu topo esse que você sugeriu.
S: Eu só gosto de lá quando tem hiphop.
E [assimila a informação]: É a mesma coisa que rap, né? Porque eu sei que, é isso, justamente, vai ter rap lá hoje.
S: Ahã.
E: E também uma leitura da Simone de Beauvoir... e da Hilda Hilst...
S: Que coisa!
E: Vão ler os dois volumes inteiros do Segundo Sexo. E também vai ter uma peça... com a Companhia Silenciosa. Da V..., não. A primeira peça de uma autora... como que é mesmo o nome dessa escritora que você está estudando?
S: Se eu posso ficar aqui, relendo a Sarah Kane em voz alta pro gato, fazendo vozes.
E: Justamente, uma peça da Sarah Kane... logo antes da Beauvoir daqui a pouco. A primeira peça...
S: O auto de Natal?
E: Não... acho que não era esse nome.
S: Blasted?
E: Agora você me confundiu. Porque veja, eu reli o flyer um milhão de vezes, mas agora tô sem ele aqui.
S: Não.
E: Sabe, eu tô aqui com o aquecedor nos pés, morrendo de preguiça de sair, mas com você pedindo desse jeito eu passo pra te buscar em casa.
S: Não.


ex-namorado: aquele em quem canalhice deixou de ser um defeito.


A Humanidade é a base de todas as nossas ferramentas políticas, derivadas do Iluminismo. Por isso, ao negar essa noção, devemos fazê-lo com muito cuidado, muita autocrítica, muito sofrimento.

wen-do em curitiba

Domingo. Vamos?
http://www.wendobrasil.com/

O Wen-Do é uma prática de autodefesa para mulheres, que surgiu no Canadá nos anos 70, feito por mulheres e para mulheres. Reúne técnicas fáceis para que possam ser usadas de forma efetiva, sem necessidade de força ou condicionamento físico.

Mas não se trata apenas disso; é uma prática que faz com que as mulheres reflitam sobre a violência de gênero em diversos aspectos (físicos, psicológicos, etc.) e, assim, aprendam a se prevenir e a se defender. É um espaço para o fortalecimento global das mulheres!
Sua Filosofia é que todas as pessoas têm o direito de viver uma vida livre de violência, ameaças e insultos – seja em situações extremas ou mesmo no dia-a-dia. Pois isso não deveria “ser normal”. Assim, nossa meta é fazer do mundo um lugar seguro para uma mulher!
O Wen-Do é amplamente difundida em outras partes do mundo, em especial na Europa e no Canadá. Na América Latina já existem grupos de referência na Argentina, Bolívia, Chile e no Brasil, promovendo oficinas e discussões sobre a questão da violência contra a mulher.
Em Curitiba o grupo foi fundado em 2006. Realizou localmente 2 oficinas, e 3 em outras cidades: Porto Alegre, Rio de Janeiro (Encontro Nacional de Mulheres Estudantes) e Florianópolis (GAFe). Buscamos interagir com outros movimentos e nos organizamos de forma autônoma (sem fins lucrativos e que não recebe subsídios financeiros de instituições públicas e/ou privadas, e todos os gastos são custeados pelo coletivo). Igualmente, nossos treinos e oficinas são gratuitos ou de contribuição voluntária, pois nosso único interesse é estender nossos conhecimentos a outras mulheres. O Wen-Do é acima de tudo, uma prática solidária!
No momento o grupo é formado por 2 instrutoras e algumas praticantes. Mas nossa intenção é fazer com o grupo cresça para que um maior número de mulheres tenham acesso às técnicas do Wen-Do.

O Wen-Do em Curitiba está se organizando para os próximos meses. Vai ter treino aberto este domingo, 28/06. Podem falar comigo ou com wendo.cwb@gmail.com

OBS: É importante ir na oficina de introdução, porque os treinos seguintes só aceitarão quem já participou de uma delas.

sábado, 20 de junho de 2009

elas por elas

t-o-r-t-u-r-a-n-d-o crianças

– Por quêeeeeee?
– Menina chata. Por que não vai pra internet*?
DEEEEEEEEUS!
– Credo, filha!
– Acabai com a noção de responsabilidade social pra esses fariseus.
– Tá bom, eu mudo de canal.

* Detalhe: estou almoçando.

círculo da neve



Com desenhos e título por Gabizinha.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

c-cordel para felipe

(relativo a um incidente descargado e aguardando a gravação de um certo hit)

De uma renca de irmãs, só Mara que conseguia – que miséria é nosso corpo! – ter o banheiro em dia.
A meninada tentava. Três, quatro dias e nada. E Mara com sua dádiva, que as irmãs, só por despeito, chamavam Maracagalha.
Daí que surgiu a regra "proibido falar merda". Porque Mara se esquecia de maior sabedoria: não mostrar muita alegria pra pessoas enfezadas.


quinta-feira, 18 de junho de 2009

no rio

esperando

POETICAMENTE EXAUSTO, VERTICALMENTE SÓ (trailer) - a film by Luísa Marinho from Zed Filmes on Vimeo.

e viva o gtalk! ^^

Larissa: O Marcelo [amigo dela e meu camarada na internet] pensa que você é uma invenção minha.
Sabrina: Sério? Ele acha que você é mesmo tão inteligente?
Larissa: Obrigada, Sabrina. Eu também te amo.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Las Girlfriends, de Sandra Cisneros, tradução de Miriam Adelman com algumas gírias do meu Boqueirão.

já é

Ao telefone.
– Falou gatinha. Te vejo amanhã?
– Falta muito. Pra amanhã chegar?
– Se liga, mina. Você já tem 30 anos. Demorou pra chegar?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

tia adão

ADRI: Muito legal, a Julieta Venegas toca vários instrumentos. E tem uma outra menina que toca pininhos e um instrumento que faz uúuuu.
TIA SABRINA: Ela encosta no instrumento?
ADRI: Só sei que faz barulho de fantasma.
TIA SABRINA [chutando]: É um theremin. Foi criado pelos músicos de vanguarda nos anos vinte, que faziam experiências com eletricidade. Ele capta só a vibração do ar.
GABIZINHA: Olha, tem uns S ao contrário ali.
ADRI: Onde?
TIA SABRINA: No portão. [para Gabizinha] Chamam-se arabescos.
GABIZINHA: Você sabe tudo, hein?
TIA SABRINA: Tenho lido muito dicionário.

Liste suas principais atividades:
1: Ler dicionários.
2: Ser zoada por menininhas de 7 anos.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Participe da Campanha a favor das Casas de Parto!

espíritos livres x duras verdades

(mais curtinho hoje, por razões que já vou te deixar entender)
drama pela manhã.


Meu despertador já tocou algumas vezes:
Tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fracaaaaa,
tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fraca, tô fraca.

Algumas vezes já interrompi a dupla Gabizinha e tia Sabrina no celular, quando começo a ouvir um som diferente, de piano, um chorinho. Então a Larissa, minha nova colega de apartamento, que só tem aula duas vezes por semana e ainda está nos primeiros meses do mestrado, já ouve um chorinho às oito da manhã nesse frio. Eu, que entro na firma às nove, deveria tomar essa disposição como exemplo.

Mas é um chorinho estranhamente experimental. Um piano que PLAM em algumas notas e recomeça. E recomeça no começo da frase. Não é atonalidade. Nem é um chorinho gago. Não é o quarto da minha amiga. É o conservatório de música que tem janela para a minha.

Lentamente, começo a me dar conta da minha situação: cheirando a cigarro, caindo de sono e atrasada*. Levanto e vejo que estou com o vestido de ontem. Um refrão isolado ecoa uma eloquência nova e irritante:
Você não se surpreenda,
Você não se surpreenda.


Segunda-feira à noite, a escritora Sabrina Lopes achou que podia se encontrar às nove e meia com artistas boêmios para uma leitura. Saiu cedo da reunião, quando a coisa ainda estava quente, três da manhã – logo que acabou, por sinal, a leitura programada. Deveria estabelecer um teto antes de sair de casa. Antes do primeiro golinho. Não deveria beber nenhum segunda-feira, assim o sono alertaria antes.

Na corrida para o trabalho, aquilo que me ensinaram a chamar de consciência não demora a dar suas ferroadas:

– Então isso é ser artista?

– Ah, é tão divertido. [Chamando à razão prática]. E é importante dialogar com outras pessoas, ainda mais um dramaturgo de verdade.**

– Você acha que é como eles

Pelo menos agora eu me chamo de “querida”.

– Você acha que é uma deles, querida? Você sabe que precisa dormir mais do que as outras pessoas. E como vai ser hoje? E se você deixar passar algum erro, Sabris?


– Você viu o e-mail da X?

É o meu colega arte-finalista. Levanto e vou ouvir a mais nova história da revisora que trabalhava aqui antes de mim.

– Ela mandou um e-mail pro shopping nosso cliente – está boa pra vocês a fruição de um realismo que preserva identidades? –, dizendo que tinha erro de português num e-mail mkt deles.


Não aconteceu no escritório, mas aqui incluo uma pausa para suspense.


– Posso ver?

– Não tenho aqui. Mas dizia “nisso que dá a agência de vocês trocar uma revisora boa por duas picaretas”.


Uma semana antes***, X, que já estava demitida quando nós entramos na agência, me ligou agradecendo por avisar de uma oferta de emprego, por ter sido chamada pra entrevista.


– Sério!

– E sabe o quê? Esse não era material nosso. Tinha sido feito pelo setor do marketing do shopping mesmo.

– Ahn... pela pessoa que recebeu o e-mail?

– É.


Então era pra essa vida que eu tinha que estar bem acordada. Gente, acho que vou dar uma chegadinha lá em casa e já volto.


* Pelo menos estou sozinha!, penso bocejorradiante.
** Aliás, esse é um recurso usado na peça que lemos.
*** Foram duas, mas o encurtamento do tempo aumenta a tensão.


segunda-feira, 8 de junho de 2009


Tem o teatrão e tem também o experimentalão.

R. Alvim

domingo, 7 de junho de 2009

cena de 4:48 Psicose, de Sarah Kane, por Laerte Mello


para atingir objetivos e ambições

para superar obstáculos e alcançar um alto padrão

para aumentar a auto-avaliação pelo sucesso no exercício do talento

para superar a oposição

para ter controle e influência sobre os outros

para me defender

para defender meu espaço psicológico

para justificar o ego

para receber atenção

para ser vista e ouvida

para excitar, surpreender, fascinar, chocar, intrigar, divertir, entreter ou seduzir os outros

para estar livre de restrições sociais

para resistir à coação e à constrição

para ser independente e agir conforme o desejo

para desafiar a convenção

para evitar a dor

para evitar a vergonha

para apagar humilhações passadas recapitulando ações

para manter o auto-respeito

para reprimir o medo

para superar a fraqueza

para pertencer

para ser aceita

para se aproximar e interagir agradavelmente com o próximo

para conversar de maneira amigável, para contar histórias, trocar sentimentos, idéias, segredos

para comunicar, para conversar

para rir e contar piadas

para conquistar a afeição do Outro desejado

para aderir e se manter fiel ao Outro

para gozar experiências sensuais com o Outro imaginado

para alimentar, ajudar, proteger, confortar, consolar, apoiar, cuidar ou curar

para ser alimentada, ajudada, protegida, confortada, consolada, apoiada, cuidada ou curada

para construir uma relação mutuamente agradável, durável, cooperativa e recíproca com o Outro, com um igual

para ser perdoada

para ser amada

para ser livre

sábado, 6 de junho de 2009


Olha o holofote no olho,
Sorte, você não passa de um repolho

sexta-feira, 5 de junho de 2009

mc sá

Não vou poupar meus leitores. A essa altura da vida, diz o Cleber, o que vier é lucro.
Andei vendo uns shows de rap. Como disse minha amiga, que é atriz: vim aqui pra dar minha buceta, saí repensando meu teatro.
O que faz os caras tão bons não é só a puta técnica de versificação; é a liberdade de dar a real (gostaram?). Eles não caíram na balela ideológica do Sublime.
Claro que fiquei com o ritmo martelando e tinha que praticar essa liberdade um pouco:

A igualdade é meu princípio
mas não é o meu início.
Fui criada pro silêncio
contra a minha inteligência.

Eu não quero ser espelho
nem ser um duplo dos homens.
Quero respeito no lugar de flores.

Pois se eu obedeço e pareço perfeita
adoeço e o mundo não me estorna a paciência.

Você pode falar pouco e até de trás pra frente.
Fala da bunda da irmã?
Você me ofende.

Não é só um comentário a palavra que invade,
otário, o corpo é meu,
vê se te fode!

Pois se eu tô exposta num balcão de carne
isso foi contra a minha vontade.
Nem ninguém perguntou. Teve mais violência:
esse teu fone que é minha mordaça.

Você tapa teu ouvido
como se fosse mia boca.
Como fazer outro mundo?
Me escuta, porra.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

último dia

Dentro da programação “Segundas Experimentais”, do Wonka.
Textos de Luiz Felipe Leprevost.

Correção de Coluna, com Leo Fressato e direção de Fábia Regina.
Neve, com Fábia Regina e direção de Luiz Felipe Leprevost.
Peixeu, com Luiz Felipe Leprevost e direção de Fábia Regina.
Um Sapo, Um Baiacu, com Nina Rosa Sá e direção de Luiz Felipe Leprevost.

E a Nina ainda vai colocar umas musiquinhas bacanas depois.
Tudo isso por apenas R$ 5,00.
No Wonka Bar, nessa segunda, dia 25, às 21:00.
www.teatroderuido.com.br.