quinta-feira, 30 de abril de 2009

hoje!


Para compreender os laços entre violências domésticas e violências públicas, é preciso, inicialmente, aceitar o postulado dos estudos de gênero sobre a transversalidade público/privado. São as mesmas relações sociais de gênero que constroem os personagens no público e no privado. As relações são transversais. Assim, é porque existe um trabalho doméstico gratuito, realizado pelas companheiras, que certos homens podem fazer uma carreira ascendente e rápida, estando liberados da carga das crianças, do sustento afetivo dos próximos. Assim também, é raro que um homem violento em casa – aquele que pensa ser legítimo manifestar assim sua posição de homem (de superioridade) frente à sua companheira, definida como “mulher” – não seja também dominante no espaço público com seus próximos, definidos socialmente como inferiores a ele. Além disso, é raríssimo que um homem violento no exterior (trabalho, bar ou lazer, onde a repressão das atitudes violentas é mais severa), não o seja também no espaço privado. Eu demonstrei isso amplamente nos meus trabalhos sobre os homens violentos. E esses conhecimentos não são teóricos, pois acolhi homens violentos em um dos primeiros centros da Europa, em Lyon (França), entre 1987 e 1993.


no rio

http://www.youtube.com/watch?v=4vNhn8RysQs

quarta-feira, 29 de abril de 2009

acumulação x honestidade

Adri: Que jogo é esse? Terra das formigas? Você tem as sementes?
Gabi: Eu sou uma formiga rica!
Adri: Como foi?
Gabi: Eles perguntaram se eu gosto mais de guardar o dinheiro ou de gastar. Eu prefiro gastar, mas marquei "guardar".


Ao menor esforço de generosidade
agarro-me ao primeiro ciclope que me pega,
me deixa mijar no tapete
e me mantém farta.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

adolescência, nunca mais

Quando eu tinha 15 anos (e histórias que começam assim podem terminar bem?), meus pais só me deixavam sair com minha irmã mais velha.

No Colégio Estadual, tinha várias turmas “alternativas”. Os grunge, que se achavam os popular de filme de high school, o pessoal que ia no Syndicate, que em resposta ao sistema colocava as roupas no centro da própria vida, e nós. Os intelectuais ou, de outra perspectiva que não a nossa, a veadagem. Em nossa defesa, nós éramos os únicos que não podiam ir no shopping Mueller – porque o segurança implicava com atitudes libertárias como sentar no chão. Não é que não tentássemos. E aos sábados, eu acabava indo no shopping com minha irmã. Em minha defesa, quase sempre contra a minha vontade, mas ainda era regra na minha casa que eu lhe devia obediência.

Então minha turma pensava que, quando pudéssemos sair à noite (ninguém tinha dinheiro de que pudesse dispor livremente) iríamos nos bares de MPB, frequentados por universitários, tipo London Pub. Cuidado com o que você deseja!


Enquanto esperava por esse momento, porém, não era de má vontade que eu ia com minha irmã dançar Fernanda Abreu no Amadeus, empreendimento daqueles meninos árabes de camisa listrada pra dentro da calça jeans, entupidos de Ted Lapidus. Ali, eu bebia alexander e licor de menta, e coca-cola. Me guardei pra tomar o primeiro porre com minhas amigas socialistas.


A boate usar a logo do filme Amadeus pelo menos serviu pra que a minha irmã pegasse o filme. Se tivesse sido eu, teria sido tachado de filme da Sabrina, e então teria sido longuíssimo e ninguém teria entendido nada, fora que esses filmes franceses, chineses, são todos iguais. Mas pudemos ouvir com um pouco de respeito. E então a já inexplicável música-tema da boate

Amadeus, Amadeus, ô-ôô-ô--ôô-ô
tornou-se um verdadeiro mistério.

Em minha defesa, diga-se que se nunca tivesse ido lá talvez até hoje nunca tivesse beijado na boca. Eu beijava aqueles meninos, um por semana. Se começo a tentar calcular quantas vezes fui naquele lugar, fico enojada. Isso jamais teria acontecido se eu fosse minha filha. Meu pai já nasceu senil. Minha mãe era tão despreparada para a vida que me ensinou a seguinte frase para reagir a possíveis avanços:

Que tipo de mulher você pensa que eu sou?

Só hoje, que estou plenamente preparada para a vida e aceitei como funciona a cabeça das pessoas, às vezes me dá vontade de usar a frase.


Um ano antes, quando entrei no colégio, um menino tinha dado em cima de mim. Eu achava que ele era mais legal do que os outros porque era office-boy, e ele era alto e parecia mais velho do que era. Por todos esses méritos, não acreditei que ele estava falando sério e tratei supermal. Mas não no Amadeus, porque a gente sabia que tava lá pra isso mesmo. E eu ia sem óculos e com cinco graus de miopia, o que facilitava as coisas para mim e para os office-boys que iam na boate.


Só que ali, você ser office-boy não te tornava mais legal do que os outros. Decerto por isso, todos pulavam com alegria quando tocava “sou playboy filho de papai” do Gabriel “Pensador” que o DJ tocava pra nos ofender. Eu saía da pista indignada, ainda que tivesse pulado no ô-ôô-ô--ôô-ô, e com nostalgia do London não visto, engolindo essa ficha que só foi me cair agora.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

da série "realmente velhos"

Búfalo desgarrado que o pastor tenta libertar, sem sucesso, posto que fica seguindo o bando, de longe, com seus olhos que ardem por mais que durma o bastante.
(Enquanto ela acende o cigarro penso se o uísque pegaria fogo, e escrevo um conto sobre o amor para aquecer o teto do banheiro, onde grudaram só papel molhado. Porque o que queima voa e se desmancha, e esse sou eu).
Olhos de búfalo desgarrado ficariam melhor em medalhões do que nessa poção mágica que tento escrever queimando os olhos na busca de conhecimento, perdendo a noite num poema tolo, falando em mim, assunto que não importa, num mundo de bilhões (eu agora estou chantageando para que ela diga o quanto sou especial e importante).
Eu e a ovelha revoltada da Bíblia
conseguindo uma atenção especial de Deus.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

da série "realmente velhos"

recolho em pedaços
a postura de princesa asteca da tua amiga mais simples, com seu andar lento
os sapatos engraxados do policial no orelhão
as desculpas enternecedoras e tensas dadas pela canalha
ter que andar atenta para não atropelar menininhas
que brincam de andar com os olhos fechados
o desejo nos olhos de uma amiga curiosa
o dia de espera antes da frase dita
a atenção cuidadosa para diferenciar gêmeos
o meio da rua, com seus assaltantes a menos
a roupa puxada pela cor nas cadeiras amontoantes do quarto

os acúmulos
os resumos

a areia suja dos parquinhos
ensinar a espantar pombos às crianças descalças
sem nojo de areia
minha sobrinha
seu grito espantoso
gatinhos presos
eles querem banheiros limpos com urgência
o mar arca com tudo
o buraco é fundo, acabou-se
enquanto meu olhar não se afoga

sexta-feira, 17 de abril de 2009

iii semana cultural do trabalhador

Dias 27, 28, 29 e 30 de abril

Informações e inscrições: Centro Che. Praça Generoso Marques, 90 Ed Cláudia – 2º andar sala 202, fone: 30240611, e-mail: centroche@terra.com.br


O mundo que estamos construindo é o mundo que queremos?

1° de maio

A história do Primeiro de Maio mostra que se trata de um dia de luto e de luta, mas não só pela redução da jornada de trabalho, mais também pela conquista de todas as outras reivindicações de quem produz a riqueza da sociedade. Dentro desta perspectiva o Centro Che vai promover a III Semana Cultural do Trabalhador, com o objetivo de debater por meio das oficinas: mosaico, dança circular, dança-afro, teatro, música, comunicação e stencil o mundo que estamos construindo é o mundo que queremos?

As vagas são limitadas e gratuitas abaixo oficinas locais e horárias:

Stencil

Horário: 14h às 16h30

Local: CUT

Rua João Manoel, 444, São Francisco

Mosaico

Horário: 18h30 às 21h

Local: Centro Che

Praça Generoso Marques, 90 Ed Cláudia – 2º andar sala 202

Dança Circular

Horário: 18h30 às 21h

Local: Centro Che

Praça Generoso Marques, 90 Ed Cláudia – 2º andar sala 202

Dança-Afro

Horário: 18h30 às 21h

Local: Sismuc

Rua Monsenhor Celso, 225 – 9° andar

Comunicação

Horário: 18h30 às 21h

Local: Cefuria

Praça Generoso Marques, 90 cj 24

Teatro

Horário: 18h30 às 21h

Local: a definir

Música

Horário: 18h30

Local: a definir

segunda-feira, 13 de abril de 2009

combate à intolerância

ATO DE COMBATE À INTOLERÂNCIA
DIA 15, QUARTA, 9:30 HORAS NA REITORIA.
DIA 18, SÁBADO, 10:30 HORAS NA SANTOS ANDRADE.


Caso de homofobia em Curitiba

No dia 23-03, segunda feira às 18h na ciclovia próximo ao Bacacheri,um estudante de Ciências Sociais da UFPR foi agredido por um grupo de 10 homens motivados pela homofobia. As agressões o levaram ao hospital e exigem uma cirurgia de reconstrução facial. Uma enfermeira se limitou a comentar “Vê se aprende”.
Casos como esse se repetem com freqüência
Qual a nossa posição? Podemos continuar fazendo de conta que isso não está ocorrendo?
Podemos continuar a nos omitir?
Centro Acadêmico de Ciências Sociais - CACS-UFPR

domingo, 12 de abril de 2009

eu acredito em trocadilhos.

Ou seja, e gente que fala i.e.? Assim, ie no meio da frase? É o funk latino gago.

sociologia de mentira

[...] Houve momentos em que os próprios entrevistados, também pesquisadores, deix aram evidentes minhas falhas em campo:

– Uma pessoa que falaidentidade” e em seguidapra usar o termo da moda compra livro em sebo.

Ei, você não devia emitir opinião!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

minha ásia

relatório

Tenho uma vizinha japonesa da minha idade. Roqueira. Quando me mudei para o quase-Batel, rua dos michês, ela falou: “Esse prédio é um saco. Aqui tem chinês e velho”. Cigarro e TV são o mal comum.

Os chineses pela manhã têm o mesmo cheiro de xampu que nós, no elevador. Os chineses adultos trabalham pelo menos 16 horas por dia, as crianças umas 6. As crianças pequenas ficam em casa ou sentadas no balcão, onde estiverem trabalhando as mulheres chinesas. Elas procuram dar aos filhos brinquedos de brasileiros, como o celular da Xuxa, que é fabricado na China.

Logo que começam a andar, as crianças chinesas aprendem sua primeira palavra em português. A palavra é “oi”. É com empolgação que gritam “oipara qualquer pessoa não chinesa que olhar para elas. Suas vistas divisam a fronteira.

Os coreanos têm o rosto mais plano e os olhos negros mais rasgados que os dos chineses, provocando um sulco no restante da pele que pode lembrar o risco egípcio do lápis.

Os chineses chegaram há tempos à segunda geração. Alguns deles usam havaiana, barba e cabelo comprido, como Los Hermanos. Os coreanos são quase todos homens, parecem mais jovens com o bigodinho que arredonda seus rostos magros do que sem, são todos da Coréia do Sul e usam camisa social ou pólo. Apenas uma vez vi um coreano de camiseta. A maioria deles tem algum comércio de roupas por perto, onde você pode ser atendido por vendedoras brancas ou observado por seguranças da minha cor.

O comércio dos camelôs, na mesma rua, é de ex-índios. Eles vendem malas de viagem, luvas e meias chinesas. Se você quiser, porém, algo parecido com artesanato indígena, encontrará no miolo da praça ex-índios caracterizados, não na comunhão, mas na porteira dos povos, tentando te gritaroi”.

Chineses e coreanos escrevem em linha, não em coluna como os japoneses. Os caracteres coreanos têm mais traços redondos e costumam lembrar formas humanas, se vistos de ponta-cabeça. Os coreanos têm uma filial da Igreja Católica dedicada a um santo locallocal, da Osório, onde moram, e não do Bom Retiro, onde rezam em coreano.

Chineses não falam honolável, mas falam Mera-Sena. Coreanos preferem falarverme” do que “olha-me”, porque “ola-me”. Quando não te entendem, riem. Quando não querem falar, riem. Por motivos não comunicados, riem. Coreanos são migrantes que riem te olhando nos olhos a maior parte da conversa. Pergunte por quê e eles sacudirão a cabeça, rindo ainda.

Chineses e coreanos freqüentam o pastel chinês decorado com lanternas até as onze da noite em qualquer dia da semana na Voluntários. O meu pastel preferido na Rui-Osório, porém, de um japonês, é freqüentado por negros, brancos, japoneses e pombas, mas mesmo árabes e alemães, que indecifráveis rugem pela praça, passam a falar português quando cruzam a porta do Nakashima. Esse é também o pastel mais barato, e fecha impreterivelmente antes do comércio dos coreanos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

das cartas que recebo

Quanto às partes depiladas e não depiladas do seu corpo, saiba que as
partes [não] depiladas representam os aspectos do seu ser que não se
renderam ao "sistema". Já as partes depiladas representam os aspectos
seus que já foram submetidos e adestrados pelo sistema. Por isso,
jamais depilarei minha bunda!!!! É a arma de protesto social mais
potente com que Deus me presenteou! A bunda peluda paralisa a
sociedade e enfraquece as amarras da sociedade!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Centro de Mídia Independente/Curitiba convida para voluntariado.

nasça de novo!

Recentemente ouvi o seguinte elogio:

Gosto da sua literatura, mas não do seu senso de humor”.

domingo, 5 de abril de 2009

– A gente devia fazer experiências matemáticas com o texto.

– O que a gente sabe de matemática?

Tipo, fazer uma progressão aritmética a partir de uma frase.

– Uma rua chamada pecado, Um bonde chamado desejo, Um ônibus espacial chamado luxúria?

Isso é uma progressão geométrica.

sábado, 4 de abril de 2009

vida de revisora

Procurar pêlo em ôvo. Depois do acôrdo, não se pára mais para pensar.

boa nova

Esta semana participei de um workshop de dramaturgia com Marici Salomão. O SESI Paraná trouxe pra Curitiba, via Damaceno, uma iniciativa de formação continuada como a que existe em São Paulo.
Fico feliz em saber que o SESI está tão comprometido com o desenvolvimento da nossa cultura. Outros cursos vão acontecer este ano, sigam o link:
http://www.fiepr.org.br/nucleodedramaturgia
Legal também essa chacoalhada pra eu perceber que não adianta estudar esporadicamente. Ter lido as tragédias gregas não serve pra saber como elas funcionam! Não adianta mexer na questão técnica, tem que remexer, remexer e remexer até o chão. Tem que ser um carnaval de ano inteiro.
Com isso, quem sabe boas novidades em breve.

fundamental é mesmo o impossível

Amiga jovem: Meu marido ficou de limpar o banheiro e não fez, cheguei e deu o maior quebra-pau.

Amiga velha: Mais vale um marido que um banheiro limpo.

Amiga jovem [concorda]: Um marido mais do que um banheiro.

Amiga velha: Eu disse um banheiro limpo.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

as obras dentro da obra


ABERTURA DE ESTÚDIO do projeto AS OBRAS DENTRO DA OBRA: linguagem, poética e autoria em dança discutidas através de experiências de tradução e transmissão, contemplado no edital de pesquisa de linguagem em dança da Fundação Cultural de Curitiba.
Neste sábado, dia 04 de abril, as 19h, no cafofo couve-flor, a equipe do projeto convida todos os interessados para uma amostra das experiências que foram desenvolvidas nos primeiros meses de trabalho.
A mostra é mediada pela artista Daniella Aguiar, que abre os trabalhos da noite com uma conversa sobre tradução, numa "Discussão sobre experiências de tradução e alguns de seus aspectos teóricos e metodológicos na criação em dança", conforme ela mesmo indica.
(Daniella Aguiar é criadora, intérprete, mestre em dança (UFBA) e doutoranda em Literatura Comparada (UERJ).
SOBRE O PROJETO:
A partir das obras Amarelo (de Elisabete Finger) e Quase Nu (de Ricardo Marinelli) e de exercícios práticos de tradução destas obras para outros sistemas (fotografia, vídeo, pintura, escultura, instalação, literatura) e de transmissão das mesmas para outros performers/autores (Elisabete transmite o solo Amarelo para Ricardo, e este transmite Quase Nu para Elisabete), o projeto coloca em questão as especificidades da linguagem da dança, da obra, do corpo que pratica a ação.
Este projeto conta com a colaboração de Daniella Aguiar para as atividades de tradução, e Nirvana Marinho para as de transmissão. Além delas, colaboram e acompanham o projeto os artistas: Michelle Moura, Neto Machado e Gustavo Bitencourt – integrantes do Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial.

Neste projeto especificamente, Elisabete e Ricardo levantam questões relativas à linguagem, poética e autoria em dança contemporânea, contando com a colaboração dos outros couves, parceiros de trabalho sempre envolvidos nas discussões, criações e experimentações que acontecem no “canteiro do coletivo”. Ao lado deles nesta empreitada, estão também Nirvana Marinho e Daniella Aguiar, artistas que encontramos em momentos diferentes do nosso percurso, e que têm se mostrado importantes interlocutoras, colaborando sempre com o crescimento de nossas investigações, contribuindo para o desdobramentos das nossas ações.

Este não é um projeto que pretende criar ou produzir um espetáculo, esta proposta parte de uma necessidade que entendemos como urgente, de aprofundar investigações e discussões dentro da própria dança contemporânea, de ter a linguagem de dança como objeto de estudo, de fazer a obra e a criação transbordar da cena e reverberar, compartilhando tudo isso com a comunidade local. As obras apresentadas para os exercícios de tradução e transmissão, já existem, e já foram apresentadas em Curitiba, o que pretendemos aqui é esgarçar a cena que elas construíram, colocar uma lente de aumento sobre seu processo criativo, e sobre seus desdobramentos, oferecendo ao público uma visão de como as coisas são feitas de seu interior, e oferecendo a nós mesmos enquanto artistas uma oportunidade de aprofundar e enriquecer nossos trabalhos, gerando conhecimento e tecnologia num fazer artístico e num olhar para o fazer artístico.
Acompanhe nossas atividades pelo blog:
SERVIÇO:
Conversa sobre tradução com Daniella Aguiar + abertura de estudio do projeto As obras dentro da obra
Sábado, dia 04 de abril
19 horas
Cafofo couve-flor (Rua presidente Faria, 266)
ENTRADA FRANCA
Maiores informações: 96247077 ou 96826949


Como estão enganadas as mulheres que, por terem tido algum sucesso em suas carreiras, acham que a questão da condição feminina, a velha questão feminista, está ultrapassada. Apenas começou o trabalho de construir um mundo de respeito.

Mas se é fácil discutir políticas públicas para vencer o poderoso inimigo da desigualdade, é paralisante o tema dessa vasta violência praticada em todos os países, em todas as culturas, em tantas casas contra meninas e mulheres que não conseguem se defender.