domingo, 31 de agosto de 2008

para as fotos de y e de b

Lembrar não é de minha natureza.

O olhar duro das mulheres velhas, nenhuma saliência. Eu quero. Mas devo arranhar a pele para não arranhar a imagem.

A senhora que paquero na praia tem o rosto cheio de creme. Está cercada de parentes; nós vamos nos desencontrar. São tão velhos, será que reconhecem? Será que um dia souberam?

Ela deve me achar relaxada, não conhece política. Faz ginástica, depila-se. Eu, porém, tenho 50 anos a menos. Como seria me encostar nela, ficar se esfregando? Eu queria que mantivesse o olhar desiludido, conhecedor e insultuoso das mulheres que passaram dos limites. Lembrar não é de minha natureza, mas essa impossibilidade não perco. Quando for velha e cheia de parentes, como todos eles sabem, as meninas que ficam na praia deverão saber. Tenho que lembrar de endurecer o olhar. Em anos hei de iniciar uma campanha para incentivar o desejo por velhas.

sábado, 30 de agosto de 2008

O Seminário "Homens, Gênero e Políticas Públicas" se realizará no Park Hotel, Recife, Pernambuco no mês de outubro. As inscrições de trabalhos foram esticadas até o dia 5 de setembro:
www.papai.org.br/homens

quarta-feira, 27 de agosto de 2008


- Personalidade não existe. É uma mentira. Sopas Campbell Ocaralhu!. ... E o cabelo? Você acha que eu devia mudar um pouco o cabelo?
- Sabe o quê? Faz uma cara de quem acabou de trepar.


não me obrigue a sofrer!

Leiam a petição abaixo, instrumento de pressão sobre o STF pelo direito à interrupção da gravidez quando o feto não tem cérebro. A coleta é de assinaturas individuais e ainda está em curso.

Instituto de Bioética,

Direitos Humanos e Gênero

NÃO ME OBRIGUE A SOFRER
Campanha pelo direito à interrupção da gestação em caso de anencefalia

A anencefalia é uma má-formação incompatível com a vida. No Brasil, as mulheres grávidas de fetos com anencefalia são obrigadas a manter a gestação para enterrar o feto, instantes após o parto. Quase todos os países democráticos do mundo autorizam a interrupção da gestação de um feto com anencefalia.

O Supremo Tribunal Federal decidirá se as mulheres poderão interromper a gestação em caso de anencefalia. Nos dias 26, 27 e 28 de agosto ocorrerão as audiências públicas de instrução da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental 54. O julgamento ocorrerá ainda em 2008.

O pedido da ADPF 54 é pelo direito de evitar o sofrimento. Nenhuma mulher deve ser obrigada a interromper a gestação. Nenhuma mulher deve ser obrigada a manter a gestação de um feto que morrerá.

Apóie esta causa. Assine a petição.


http://www.petitiononline.com/ADPF54/petition.html

Assista ao vídeo da campanha no You Tube.

Assista ao documentário "Uma História Severina", de Debora Diniz e Eliane Brum, no Google Video.

Assista ao documentário "Quem são elas?", de Debora Diniz, no Google Video.

Saiba tudo sobre anencefalia. Faça o download do dossiê Anencefalia: o pensamento brasileiro em sua pluralidade no site da Anis.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Falamos sobre P, um cara nada interessante, desses que dão em cima de todo mundo o tempo todo.
J: Ele veio todo-todo me abraçar, como se me conhecesse há anos. E tava sem cueca!
As quatro mulheres no carro damos imediatamente um gritinho de horror. Os dois homens, não.
C [nem um pouco mais ingênuo que a média dos homens gays]: Mas... como você percebeu?

transgenitalização no sus

finalmente! ^^

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Nota da SNMT/CUT sobre aprovação do PL 2513/220 que possibilita ampliação
O Projeto de Lei 2513/2007 que prevê a possibilidade de ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses foi aprovado nesta quarta-feira (13) na Câmara. (...)
Entendemos que a responsabilidade com o trabalho e com o cuidado doméstico precisa ser compartilhada entre homens e mulheres, já que é um dos fatores que impede um maior avanço rumo à igualdade entre os sexos em nossa sociedade. Por isso propomos que a ampliação da licença maternidade deva vir acompanhada da ampliação da licença paternidade. Desta maneira, trazemos o debate de que, acabado os seis meses da licença maternidade, deve-se iniciar os seis meses da licença paternidade, criando condições objetivas para que homens e mulheres partilhem do cuidado com as crianças. É preciso ainda observar que grande parte das trabalhadoras brasileiras não serão beneficiadas por este PL (...).

Penso que algumas mulheres prefeririam trocar a licença inteira com os pais, ou com as outras mães, etc. Não quero ser tão chata (só um pouquinho), mas quero chamar a atenção para essa que é uma amostra do poder do discurso médico. É prescrito (e isso não é um ponto pacífico) que a amamentação é obrigatória até os seis meses, e essa prescrição influencia a lei a tal ponto que nem as militantes têm a ousadia de dizer que a pessoa a se ausentar do trabalho nos primeiros seis meses do bebê não precisa ser a mãe biológica. A maternidade, que é um poder feminino (num mundo ideal seria um poder de todo mundo), é mantida sob controle de pesquisadores que não questionam as bases do seu pensamento, oprimindo as mulheres que colocam a carreira em primeiro lugar (ainda que seja a minoria).

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

eu, avó

Pego para carregar a mochila da Gabizinha:
Nossa, que peso!
– É. Você vai ficar toda descadeirada.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

E: E a Cecília como está?
F: Eu dei a gata.
E: Você deu a Cecília?
F: A Fulana foi embora, deixou a gata, ela incomodava o Rui Barbosa [o outro gato], eu dei.
E: Você deu a Cecília?
F: Dei, ela fazia muita sujeira.
E: Você deu a Cecília?
F: E gastava muito, eu estava gastando muito dinheiro.
E: Você deu a Cecília?
F: Chorei três noites seguidas depois.
E: Ufa! Eu estava ficando com medo. Eu ia ficar com muito medo de você pra sempre se tivesse dado simplesmente a gatinha.
*

F se ofende:
Acha que eu sou um monstro? Você morou comigo quatro anos e não me conhece?

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

ingratidão

I gave you seven children,
and now you wanna give me them back!

B. B. King

domingo, 3 de agosto de 2008

debate terça

O candidato do PT do B, em pânico, travou várias vezes, respondeu em menos de dez segundos perguntas para as quais tinha dois minutos, disse “prontopara a câmera enquanto sofria um branco.

Meu pai:

É o caso clássico do homem que foi derrotado por ele mesmo.